domingo, 5 de dezembro de 2010


Sorte..
O que vem a ser sorte? É contrario do azar, ate aí morreu Neves (chiii, a nova geração não vai entender essa expressão), me pego pensando muito nisso.  Ter ou não ter, ser ou não ser? É complicado, minha gente. Eu tenho um trabalho que basicamente dependo muito dela. Digo que estou chutando na trave todo o dia e que qualquer hora eu chuto em gol, faço o gol e corro pro abraço dos que são próximos a mim.  Mas ta duro viu. Estou nessa espera já tem três meses.  Brinco com minha filha que vou pra encruzilhada, fazer o que. Não sei, mas não falam que é bom?  Tomar um bom banho de descarrego também ajuda, mas o que acho que ajuda mesmo é me segurar com meu Velhinho La de cima.  Mas quanto à sorte, é estranho porque quando uma coisa começa dar errado parece que as outras querem correr atrás. Tudo da errado.  E, enquanto não esgotar essa onda de (bate na madeira) AZAR, a SORTE não volta. Então aproveito aqui e peço aos meus seguidores que pensem muito positivo e me mandem uma ótima vibração, penso que logo logo vou escrever que meu gol saiu. Boa Sorte.

domingo, 28 de novembro de 2010

Quem sabe andar de bicicleta nunca mais esquece.

E quem não sabe?
Pois é, quem não sabe aprende ou tenta. Hoje tive a oportunidade de presenciar uma cena completamente fora do meu cotidiano. Um adulto aprendendo a andar de bicicleta. Por sinal uma mulher, digo isso na esperança que sendo uma mulher tudo seria mais fácil. Levando em consideração, me desculpem os homens, que são inteligentes e muito mais espertas para a arte do aprendizado.  Claro que toda regra tem exceções, essa teve. Quem disse que essa senhora conseguia manter-se em cima da magrela? Ninguém, nem eu mesma.  A cena continuava como se fosse um filme de Fellini, A senhora fazia zigue zagues, tirando fininho dos automóveis que iam e vinham.  Pensei com meus botões, não seria uma nova maneira de tentar o suicídio? Um tanto exótica, mas era possível, assim não ficaria um só o culpado, mas vários. Vários motoristas, porque um atropelava e os outros davam cabo das sobras, nossa.  Se vocês pensam que ela estava só nessa aventura suicida, enganam-se. Havia um cúmplice, sim o acompanhante, marido, amigo (só se fosse da onça), não sei..  Só sei que o infeliz ria que só vendo, creio que da possibilidade, sendo marido, de ficar viúvo. Ele fingia que corria logo atrás, mas na certa rezava para que ela ganhasse velocidade e assim o livraria de ser co-autor do crime. Meus amigos, a cena final foi realmente emocionante, me levou as lagrimas.  A senhora num gesto de verdadeira heroína pedalou muito e com o rosto ao vento soltou as mãos do guidom, levando-as para o alto, penso que num derradeiro pedido a Deus, se arrependendo do possível suicídio, Conseguiu, pedalou, pedalou e nunca mais voltou. Eu fiquei sabendo, depois que quem queria livrar-se de quem era ela.  Ela pedalou para a liberdade. Ele proibiu qualquer um de  tocar no nome desse objeto com duas rodas apelidado por muitos de Magrela. Magrela, pode?

sábado, 27 de novembro de 2010

Receita para um casamento feliz.


Vocês casam ou juntam ou se amontoam primeiro.  Depois lutem pelo pão de cada dia, pelo extra, pelo supérfluo. Sem planejar ou planejando, as duas coisas talvez venham os filhos. Aí o bicho começa a pegar, sabe aquele namoro tranqüilo com todo o tempo do mundo?  Cada vez mais raro. A briga se intercalou com momentos de extrema doçura. Você se sente uma verdadeira adolescente em um momento e após alguns como se es tivesse entrado na menopausa. Loucura total.  Quando teu companheiro achar que te conhece totalmente e que nada mais vai surpreendê-lo. surpresa, La vem você colocando todas as teorias por terra. Tem a crise realmente dos cinco anos, dez, quinze, vinte e assim por diante. Acho mesmo que você nunca vai ficar livre delas. Tem a crise da idade, da tua e do companheiro. Chega um dia como mágica você entra num mar calmo e sem marolas. Você pensa que, finalmente tudo é previsível a partir de agora e nada vai abalar. Os filhos se foram, cada qual cuidando de suas próprias vidas.  Nos já mais calmos, mais sábios podemos curtir uma paz conjugal.  Nessas alturas vocês completaram 35 anos de casados. É tempo com muito tempo vivido Olhando La atrás um filme passa pelas cabeças de vocês. E a vida diz... não percam amanhã os melhores momentos... Começam tudo outra vez.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Não me Encaixo


Tenho pensado muito, ultimamente. O governo trata seu povo como filhos, certo? Errado. Filho mais velho na maior regalia, ganha o maior pedaço, os mais belos elogios, os melhores presentes e por aí vai. O filho mais novo por sua vez porque é mais novo merece todo o chamego do mundo. Ganha brinquedos, não tem muita qualidade é verdade, mas o que vale pra ele é a quantidade.  Os privilégios são muitos, desde brincar de casinha, ter sempre um lugar na fila da escola, e agora até celular, coisa de gente grande, vai ganhar. E nos, filhos do meio, como se diz, os intermediários? Incrível, não ganhamos presentes, nem chamegos, e nem nada mais. Somos grandes para brincar de casinha, grandes para ficar na fila, grandes, grandes, grandes. Deixemos de metáforas e caímos logo na real. Nossa classe não é remediada,não é alta, somos aqueles que não estão nem aqui e nem lá. Nosso Credito, não foi feito pra nós. Exigir dois fiadores é brincadeira. Quem tem pode pegar emprestado sem problemas consegue um dinheirão até para investir e ganhar dinheiro com isso, o juro do empréstimo é tão baixo. É vale isso, vale aquilo, mas o que não vale mesmo é a gente receber.  Escola 0800 nem pensar. Nossos filhos não conseguem fazer um cursinho, pois é caro de mais. A faculdade pública fica para quem?  Os que podem pagar. É claro que tem aquelas cotas, que não são pra nós, são para os filhos menores. Confesso que revoltada estou, trabalho como louca e o que consigo? Tem quem pergunte como posso ter dívidas? O melhor é só contar com o que ganho porque tenho que viver dentro do meu orçamento, tenho que aprender a não reclamar e como vaquinha de presépio que tudo sabe, tudo vê, e baixa a cabeça pra tudo, vive a maioria, da compaixão humana. É pouco ou quer mais? Realmente não me encaixo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Por pouco


No trabalho, só. A chuva caindo La fora. Eu na net. Passou um rapaz, olhou para dentro, eu senti no olhar dele que iria voltar para assaltar.  Corri para a porta e demos um com a cara do outro, ambos assustados.  Ele entrou, eu saí.  Creio que ele pensou: ela devia entrar. Eu pensei: ele devia sair. Nesse impasse, eu tomando chuva, ele com a paciência por um fio.  Perguntou se havia apto de um quarto para vender, disse não. Quem sabe, dois? Falei estamos em falta de tudo, apto, dinheiro, qualquer coisa de valor. creio que ele entendeu o recado. Ele saiu, eu tremendo entrei.  Ele foi pela rua andando e eu acompanhando com o olhar. Sabe, quando dá aquela vontade de correr, abraçar e dizer. obrigada por desistir. Aí pensei: Ô loco, meu, assim já é brincar muito com a sorte.  Sorte? Foi Deus, foi Deus que me deu uma grande força, sabe-se la por que mereci, mas Ele sabe por que deu. Obrigada.

sábado, 20 de novembro de 2010

Mau Humor



   Quem não acordou, um dia ou vários, mal humorado sem motivo algum? Pois é e com o passar das horas os motivos são atraídos por ele. De cara aquela bicada no pé da cama. Quem fica doido é teu pé. Aí, você pensa o dia já começou mal. Quando chega à mesa do café, nota que aquele pão torradinho já era alguém passou na tua frente.  Teu termômetro do humor vai piorando.  Tudo bem, ninguém percebeu. Vou escovar os dentes, e o ultimo apertinho na pasta de dente já havia sido apertada com o cabo da escova e nada sobrou.  Será que a turma adivinhou e estão me sacaneando? Saio apressada da minha casa, outro ar talvez reverta esse horror que mudou meu humor. Já no carro ligo a chave e. nada, como nada? Ligo novamente e. nada mesmo. Tudo bem vou de ônibus. Quem disse que ele é pontual, fico horas em baixo de um sol forte. Um amigo passa e da uma carona, oba as coisas parecem melhorar.  A gasolina do infeliz acaba e ele me olha desesperado, pois não pegou aquele vale no trabalho e esta durinha da Silva.  Estou louca que o dia acabe. No trabalho o chefe resolveu que seria eu a escolhida para Cristo no dia de hoje. A impressora emperrou, eu resolvo. A maquina do café deu curto, eu chamo o eletricista.  A turma faz amigo X e adivinha se eu não peguei o chefe? O presente mais caro e com mais riscos. Riscos de não gostar, de não servir. Finalmente chego em casa, à noite e corro para o chuveiro. Com xampu no cabelo, toda molhada e ensaboada, a água não acabou?  Sem uma palavra eu resolvo ir dormir, quem sabe eu acordo para um dia nascer feliz. Boa noite

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Amizade


Amizade

     Como posso sentir a tristeza, alegria, através de duas ou três palavras escritas em uma mensagem rápida do MSN?  Como posso medir o carinho, magoa raiva que ela contem?  O que nos diferencia dos outros quando temos essa sensibilidade para traduzir o que vem junto a elas?  É muito pessoal, muito particular. São coisas que não explicamos apenas sentimos. Quem sabe por me sentir culpada por te-la deixado de lado que consegui ver o que a maioria não percebe. Deixado de lado. seria essas as palavras certas, talvez um tanto duras demais. Ser honesto é fundamental dentro de uma relação de amizade, aliás, em qualquer relação. Sei que devo me desculpar por ter permitido desculpas pela distância entre nos. Cresceu um enorme abismo e não houve pontes que revertesse esse vazio.  O tempo passou, a vida continuou seguindo outras vertentes. Mas isso não acalmou a minha alma, não apagou a minha falha e aqui estou de peito aberto, correndo todos os riscos pra pedir perdão.  Se não receber vai doer muito, mas não condenarei. Espero que não seja tarde de mais e que a vida consiga me dar essa chance de me redimir... Você daria?

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Heroi do Mar

  Aquele homem cuja face esta cheio de vincos e cujos vincos tem uma historia a contar. Ah, se tu soubesses como pode queimar a nossa alma esse sol misturado ao sal da água do mar. Vou pro mar com o peito em dor ao deixar aqueles que me amam a espera do peixe de cada dia para alimentá-los.  Mal sabem eles que é uma questão de honrar, enquanto não pesco também não volto para La.  Sei que sou herói, herói de mim mesmo escondido em cada paredão das ondas do mar. Têm dias que o mar é meu aliado, companheiro fiel e me da a que venho buscar. Tem dias que a revolta tira dele o doar e penso que não vou mais voltar pra essa vida sem lutar. Quando a noite chega me faz esquecer que jurei não mais aqui estar. o luar me enfeitiça e me entrego na magia desse mar.  Ah, que bom voltar, voltar com meu barco cheinho do peixe pra te alimentar. Voltar para então em terra firme sentir a vontade de vir matar a saudades do Mar.

 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Decepções


                               
 

  Tem pessoas que tem a capacidade de somente olharem para seus umbigos.  Tenho encontrado com freqüência pessoas como estas em meu caminho. Talvez seja porque não me atenho na minha busca por um emprego digno e acabe encarando qualquer um, sem ao menos saber se serão profissionais.  O que mais me sangra a alma é na verdade a decepção pelo ser humano. Fico profundamente triste ao constatar que são poucos os que realmente pensam no bem comum das pessoas. Fazer com que as coisas sejam claras e transparentes, não seria por acaso o normal?  A que ponto chegou se quando encontramos pessoas que agem dessa forma é considerada uma exceção, completamente fora do padrão dentro de um mercado de trabalho. Posso estar errada para a maioria das pessoas, mas vou continuar lutando por um ambiente melhor, mais digno, um ambiente que faça jus ao ser humano considerado por mim o “normal”.  Penso também que posso estar sendo injusta, se o for me perdoem, e isso aconteça com mais freqüência aqui onde resido. De qualquer forma olhando por outro lado tento tirar proveito disso, um dia talvez faça uma tese sobre o comportamento profissional do ser humano. E assim sendo não terei sofrido em vão.  

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

UMA HISTORIA


Tem muito tempo, que estou com muita vontade de compartilhar com vocês uma historia muito engraçada que aconteceu comigo. Bem, primeiro tenho que explicar o quanto sou apavorada com água, isso água mesmo. Se bobear, se me forçarem a tomar água muito rápida sou capaz de me afogar, serio.  .
  Não sei onde isso tudo começou, o pavor pela água, sinto imensa vontade de fazer uma terapia para descobrir.
Mas continuando.. um dia, morando no Rio de Janeiro e recém casada com meu marido, fui inventar de lavar o cabelo e como a água da torneira estava em falta, resolvi usar o balde. Coloquei água quente, água fria e levei a balde para o banheiro. Como de habito, tranquei a porta, coloquei o balde em cima do vaso. Preparei o xampu, condicionador e olhando para aquela balde cheinho de água, pensei: e se eu tentasse perder esse medo da água longe de todo o mundo. Seria maravilhoso se desse certo e se não desse ninguém saberia. Fantástico.  Meu irmão mais novo, chamado Cesar Augusto, me disse um dia que para ir se acostumando com a água basta colocar a cabeça em baixo dela prendendo a respiração.  Foi isso que fiz. coloquei a cabeça  dentro do balde e respirei profundamente..será que tem alguma coisa errada, seria para respirar fora do balde..tarde demais.  Meu peito parecia que iria explodir meu nariz que tinha pimenta, meus olhos só viram uma imagem turva rapidamente. estou indo, indo, senti que minha hora tinha chegado, não adiantava me debater, era um túnel sem volta. Pensei que idéia maluca essa do meu irmão. Como as pessoas sobrevivem a esse afogamento inicial, ainda tinha esperança de sair viva disso.  Minhas forças acabaram se eu pudesse chorar, choraria por partir dessa vida bem no começo, eu tinha pouco mais de 20 anos.  Pensei em todos os familiares. morrer tão longe da minha terra..oh Rio Grande do Sul, será que vão pagar para eu ser enterrada lá? Não consegui ouvir a resposta porque um sono profundo me carregava pra longe, muito longe... Acordei. Acordei, me vi deitada no chão, o balde, maldito, caído ao meu lado. A água, assassina... Eu sempre a temi, mas agora pensei que não teria jamais coragem de beber sequer um copo dela.
Meu cabelo escorrendo, sem ao menos ter sido lavado. Quanto tempo se passou meu Deus? Senti frio, estava toda molhada, e ninguém ao meu lado para me socorrer, como poderia, meu marido trabalhava na oficina anexa a nossa casa.  Com muito esforço, depois de um afogamento, exaurida, cambaleando me dirigi para a porta. Só eu sei o tempo que levei e a dificuldade que tive para chegar ate a oficina. Marido, eu disse  estava morrendo, você não viu.? Ele correu ao meu encontro e me pegando no colo me colocou no sofá. Gritando de desespero me perguntava o que havia acontecido? Choque no banho, rato no ralo, o que poderia ter provocado mulher, gritava ele, tamanho estrago?
Nada disso marido. Afoguei-me. isso mesmo, me afoguei. Ele estava perplexo. Vi no seu olhar que se esforçava para entender o que eu dizia. Creio que pensava. pobrezinha esta abalada e delirando, não temos piscina, nem ao menos banheira, como poderia se afogar??  Contei, com muito custo, pois minha garganta arranhava, meu peito doía, e pra completar meu corpo reclamava do tombo que levei depois de desmaiar, quando caí ao chão e graças a isso, com a queda o balde virou e fui salva. Fui salva penso que por Deus. Ele deve ter acompanhado os acontecimentos e pensando principalmente no meu marido, deve ter dito pra si mesmo: Pobre homem, se ela morrer ele vai preso. Quem vai acreditar que a mulher morreu afogada em um balde d’água por livre vontade. Ela só queria aprender a nadar e começou pelo Fim.