Quem sabe andar de bicicleta nunca mais esquece.
E quem não sabe?
Pois é, quem não sabe aprende ou tenta. Hoje tive a oportunidade de presenciar uma cena completamente fora do meu cotidiano. Um adulto aprendendo a andar de bicicleta. Por sinal uma mulher, digo isso na esperança que sendo uma mulher tudo seria mais fácil. Levando em consideração, me desculpem os homens, que são inteligentes e muito mais espertas para a arte do aprendizado. Claro que toda regra tem exceções, essa teve. Quem disse que essa senhora conseguia manter-se em cima da magrela? Ninguém, nem eu mesma. A cena continuava como se fosse um filme de Fellini, A senhora fazia zigue zagues, tirando fininho dos automóveis que iam e vinham. Pensei com meus botões, não seria uma nova maneira de tentar o suicídio? Um tanto exótica, mas era possível, assim não ficaria um só o culpado, mas vários. Vários motoristas, porque um atropelava e os outros davam cabo das sobras, nossa. Se vocês pensam que ela estava só nessa aventura suicida, enganam-se. Havia um cúmplice, sim o acompanhante, marido, amigo (só se fosse da onça), não sei.. Só sei que o infeliz ria que só vendo, creio que da possibilidade, sendo marido, de ficar viúvo. Ele fingia que corria logo atrás, mas na certa rezava para que ela ganhasse velocidade e assim o livraria de ser co-autor do crime. Meus amigos, a cena final foi realmente emocionante, me levou as lagrimas. A senhora num gesto de verdadeira heroína pedalou muito e com o rosto ao vento soltou as mãos do guidom, levando-as para o alto, penso que num derradeiro pedido a Deus, se arrependendo do possível suicídio, Conseguiu, pedalou, pedalou e nunca mais voltou. Eu fiquei sabendo, depois que quem queria livrar-se de quem era ela. Ela pedalou para a liberdade. Ele proibiu qualquer um de tocar no nome desse objeto com duas rodas apelidado por muitos de Magrela. Magrela, pode?